Data: 7 de janeiro de 2025
Emitido por: Nederlandse Stichting Water- & Zwemveiligheid (NSWZ)
Hoje o Mulier Instituut publicou um relatório alarmante sobre a redução da natação escolar nos municípios neerlandeses. Se em 2020 um terço dos municípios ainda apoiava a natação escolar, em 2024 essa percentagem caiu para apenas 23%. Ao mesmo tempo, o Nationaal Sportonderzoek 2024 revela que grande parte da população quer tornar a natação escolar obrigatória. A política volta a reagir a estes resultados, mas a Nederlandse Stichting Water- & Zwemveiligheid (NSWZ) alerta contra soluções superficiais e sente falta de informação que é crucial para o debate.
Crítica ao foco unilateral e à falta de contexto
A NSWZ sublinha que a exigência de reintroduzir a natação escolar é uma questão complexa. A presidente Shiva de Winter afirma:
“Vemos um apelo crescente à natação escolar por parte do público e da política, mas o que muitas vezes falta é uma imagem honesta da verdadeira problemática. É demasiado fácil colocar a responsabilidade pela segurança aquática nas escolas. A verdadeira questão é: como aumentamos de forma estrutural a competência de natação das crianças sem retirar a responsabilidade aos pais?”
De Winter salienta que a natação escolar só pode ser uma parte da solução. Mais importante é uma abordagem integral que envolva todos os intervenientes: empresas municipais de desporto, operadores semicomerciais e escolas de natação comerciais. A situação atual, em que as escolas de natação comerciais dependem inteiramente das suas próprias receitas, cria desigualdade e limita o acesso às aulas de natação para as crianças de famílias financeiramente vulneráveis.
Necessidade de cooperação estrutural
A NSWZ defende uma abordagem ampla que vá além da reintrodução da natação escolar. A distinção entre aulas de natação e gestão de piscinas deve ser clarificada, e todas as partes – municipais, semicomerciais e comerciais – devem ter oportunidades iguais para manter as aulas de natação acessíveis e a preços comportáveis.
Uma possível solução avançada pela fundação é a criação de um fundo nacional para as aulas de natação. Este fundo poderia oferecer subsídios e apoio a todos os tipos de prestadores de aulas de natação, com o objetivo de baixar a barreira financeira para os pais e garantir a segurança aquática a todas as crianças.
De Winter acrescenta:
“Se não agirmos agora, dentro de cinco anos ainda estaremos a falar dos mesmos problemas. A NSWZ apela a Haia para que estimule a transparência e a cooperação. Só envolvendo todas as partes interessadas conseguiremos encontrar uma solução duradoura e evitar que as crianças sejam as vítimas da falta de visão política.”
Apelo à política
A NSWZ insta os políticos a assumirem a sua responsabilidade e a desenvolverem políticas que garantam a segurança aquática de todas as crianças nos Países Baixos. Isto só é possível envolvendo todos os intervenientes na tomada de decisões e procurando em conjunto soluções que vão além da reintrodução da natação escolar.
“As aulas de natação não são um luxo, mas uma competência de vida essencial. Não podemos permitir que as crianças cresçam sem acesso a aulas de natação de qualidade e a preços comportáveis. Vamos agir agora, antes que seja tarde demais”, conclui De Winter.
Fim do comunicado de imprensa
Para mais informações ou entrevistas:
Shiva de Winter
Presidente da Nederlandse Stichting Water- & Zwemveiligheid (NSWZ)
Artigo publicado pelo Mulier instituut:
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