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Segurança Aquática 2025: Nenhum acessório substitui as aulas de natação

Por Shiva de Winter · 12 de maio de 2025

Originalmente publicado no LinkedIn em 12 de maio de 2025 · por Shiva de Winter, De WaterExpert.

O debate sobre segurança aquática ressurge todos os anos assim que o sol começa a aparecer. E com razão. Cada incidente de afogamento é um a mais, e mesmo assim continuamos a cometer os mesmos erros nos Países Baixos. Continuamos a confiar em acessórios em vez de competências. Continuamos presos em discussões sobre gadgets em vez de soluções estruturais. E, enquanto isso, os pais recebem informações erradas — com consequências potencialmente fatais.

O mito dos acessórios como ‘segurança’

Estamos hoje rodeados por um verdadeiro zoológico de acessórios aquáticos: tartaruguinhas, barbatanas de tubarão, braçadeiras e outros gadgets de aparência divertida. Produtos que dão aos pais uma sensação de segurança, mas que, na realidade, em nada contribuem para a verdadeira competência aquática.

A ironia é gritante. Há alguns anos, um acessório de natação comercial (a conhecida ‘tartaruga de natação’) era elogiado de braços abertos por uma organização proeminente de segurança aquática. Essa mesma organização fala hoje, em termos contundentes, sobre a “falsa segurança” de produtos semelhantes.

O que mudou? A ciência? Não. A segurança do produto? Também não. O que mudou foi o contexto comercial e, com ele, a opinião dos ‘especialistas’.

Isso não é apenas pouco confiável — é francamente perigoso.

A única segurança aquática verdadeira: a competência

Que fique bem claro: nenhum acessório, por mais bem-intencionado que seja, substitui verdadeiras aulas de natação. Nem braçadeiras. Nem tartarugas. Nem coletes. Apenas o aprendizado da técnica de natação, sob a orientação de um instrutor profissional, oferece segurança duradoura dentro e à volta da água.

A competência aquática não se aprende num único verão e, muito menos, com flutuadores. Aprende-se com aulas estruturadas, com atenção à técnica, à autossuficiência e à confiança na água. Isso exige tempo, empenho dos pais e, acima de tudo: continuidade.

Os números — tarde demais, vagos demais, ignorados com demasiada frequência

O que torna este debate anual ainda mais doloroso é a forma como lidamos, nos Países Baixos, com os números sobre afogamentos. Todos os anos, os dados oficiais do CBS só são publicados a 25 de julho — em plenas férias de verão. E todos os anos há críticas a esse timing tardio. Porque, quando esses números vêm à tona, o mal muitas vezes já está feito.

Por que isso é problemático?

Porque, assim, os decisores políticos, os meios de comunicação e os pais não têm qualquer hipótese de aprender antecipadamente com os erros do ano anterior. Sem informação direcionada. Sem antecipação dos riscos. Sem prevenção.

Como presidente da Nederlandse Stichting Water- & Zwemveiligheid, pergunto-me sinceramente por que esse padrão continua a repetir-se, apesar dos pedidos e das críticas reiteradas por parte do setor. A transparência sobre os números de afogamentos não deveria ser uma surpresa anual — é uma parte essencial de qualquer política de prevenção de afogamento.

Um apelo aos pais, às escolas e à política

Pais: não deem apenas uma braçadeira ao vosso filho, deem-lhe uma competência que dura toda a vida.

Escolas: tenham a coragem de levar o ensino da natação a sério como competência básica, tal como a matemática ou a língua, incluindo aulas teóricas sobre segurança aquática.

Política: não esperem por incidentes ou pela atenção mediática — estruturem a abordagem à segurança aquática a partir da educação e dos municípios.

E aos ‘especialistas’ com opiniões que mudam consoante a marca no mercado: sejam honestos. A verdadeira segurança começa na clareza e na consistência. Não deixem que os interesses comerciais ditem o tom num debate sobre a vida das crianças.

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